Eu me lembro de que quando era criança, lá pelos meus 10
anos de idade (hoje eu tenho 53), eu morria de medo do câncer. Eu só, não. Todo
mundo. O medo era tanto que a palavra “câncer” nem mesmo era proferida.
Dizia-se “Fulano está com ‘aquela doença’” ou “Sicranco está com ‘C’”. Para vencer o medo eu raciocinava: Quando
eu for adulta “eles” já terão descoberto a cura. Então não preciso me
preocupar. Passados 40 anos, os tratamentos continuam os mesmos e não há
uma cura.
Ou há?
Antes de examinarmos essa questão, vamos lembrar o que
aconteceu nesses 40 anos. Quando eu tinha 10 anos, para se fazer um interurbano
era preciso ligar para uma telefonista e pedir a ligação. Então ficávamos
esperando (às vezes por horas) até que a conexão fosse feita. Nos meus 20 anos
não havia computadores - pelo menos não para o público geral. Somente as
empresas possuíam grandes computadores. Nos meus 30 anos o celular tinha sido
lançado havia pouco tempo e umas poucas pessoas usavam celulares imensos, os
tijolões. A internet estava se disseminando. E de lá para cá vieram os iPhones,
tablets, 3G, 4G, e trabalhamos em nossos computadores pessoais. Nem dá para
mencionar o enorme desenvolvimento tecnológico nos últimos 50 anos.
Mas quando falamos de câncer, tudo está praticamente como
naquela época. Talvez pior, porque hoje vivemos uma epidemia de câncer: um cada
dois homens e uma em cada três mulheres deve desenvolver câncer ao longo da
vida. (Os motivos dessa epidemia eu vou abordar em outro texto.) O tratamento
oficial do câncer ainda hoje consiste de três abordagens: a cirurgia, a
quimioterapia e a radioterapia. Mas elas
curam o câncer? Não exatamente. Após um tratamento de câncer, quando o tumor
não é mais detectado, há um período de cinco anos de acompanhamento, depois do
qual a pessoa é considerada uma sobrevivente do câncer e não precisa mais de
acompanhamento. Mas pesquisas mostram que a grande maioria dessas pessoas não
chegam vivas até 10 anos após a doença. Elas morrem seja de novos tumores (mais
resistentes) ou de doenças causadas pelo tratamento contra o câncer.
Naturalmente, há os que se curam definitivamente, mas os números são pequenos.
Segundo Bob Wright,
fundador do Instituto Americano Anticâncer,
97% das pessoas tratadas com quimioterapia morrem em até 5 anos. Esta
informação saiu no Journal of Oncology em 2004, mas é tão verdadeira
hoje quanto no momento em que foi publicada. Portanto, ainda segundo Bob
Wright, a primeira mentira que se ouve
sobre o tratamento do câncer é que a quimioterapia é a única chance de
salvação. A segunda mentira é sobre a cirurgia. A cirurgia só é capaz de
retirar o tumor em si, mas não elimina as células tronco. A radioterapia pode
reduzir o tumor, mas intensifica as células-tronco de células cancerosas.
A questão é em si mesma
absurda. A quimioterapia e a radioterapia são produtos altamente tóxicos,
cancerígenos e são usados para... tratar o câncer. Basta ver os funcionários
que manipulam as drogas quimioterápicas e ver as roupas de proteção que são obrigados
a usar: aventais, luvas, óculos porque não podem ter contato de pele com o
produto.
Antigamente se pensava
que qualquer célula podia tornar-se cancerosa. Hoje se sabe que são as
células-tronco. As células-tronco são células que podem se tornar qualquer
coisa no corpo humano. Se algo destrói o DNA destas células elas se tornam
“imortais”. E elas se espalham e acabam se tornando um tumor. A quimioterapia
tem efeito sobre as células cancerosas, mas não sobre as células-tronco. Se a
químio mata as células cancerosas, na realidade está matando as células-filhas.
As células-mãe (células-tronco) continuam vivas, podendo produzir células
cancerosas mais agressivas.
Quer dizer que tantos estudos e pesquisas sobre o câncer não
conseguiram descobrir a cura? Bem... a coisa não é exatamente assim. Existem
inúmeros tratamentos contra o câncer considerados “alternativos”. Eles não são
divulgados porque não há interesse em que as pessoas saibam de sua existência.
Mas há tratamentos “naturais” sendo ministrados em diversos lugares, porém não
apenas não são divulgados, mas são combatidos. Seus pesquisadores são chamados
de charlatães e processados, mesmo quando o sucesso dos tratamentos está
fartamente documentado.
Se você nunca ouviu falar sobre isso, deve estar pensando: Mas
por que iriam combater um tratamento que cura as pessoas que estão sofrendo
horrivelmente desta doença? E a resposta é uma só: esses tratamentos não
são lucrativos. Em sua imensa maioria são tratamentos baseados em uma dieta
rigorosamente nutritiva (basicamente vegetariana e orgânica), ervas medicinais,
enemas e outros procedimentos. E acontece que não se pode patentear produtos
que vêm da natureza. Para se patentear um remédio contra qualquer doença é
preciso que ele seja sintético. Então por que a indústria farmacêutica iria
investir em algo que não lhe traria dinheiro? Pior: por que deixaria que outros
pesquisadores éticos oferecessem tratamentos bem-sucedidos que desviariam os
pacientes dos tratamentos convencionais?
Infelizmente, tudo se resume a dinheiro. Observemos
atentamente tudo que envolve o tratamento contra o câncer e veremos que a
quantidade de dinheiro movimentado em torno da doença é IMENSA. O tratamento
quimioterápico, por exemplo, é caríssimo; está na casa dos 50.000 dólares por
pessoa. E há pessoas que são submetidas às três formas de tratamento: primeiro
uma cirurgia, seguida de quimioterapia e depois pela radioterapia. Cada caso é
um caso. E qualquer pessoa submetida a químio ou radioterapia terá efeitos colaterais, como sangramento intestinal, náuseas, danos cerebrais, neuropatias, danos nos rins (e câncer!!!). E estes efeitos colaterais, por sua vez, exigirão o uso de de um arsenal de medicamentos para combatê-los. Muito, muito dinheiro cerca o tratamento do câncer. É
uma indústria verdadeiramente bilionária. E se é assim, para que curar?
Eu sinto muito derrubar as ilusões, mas a verdade é para ser
dita. A indústria farmacêutica domina o setor, ganha muito dinheiro e não está
disposta a reduzir seu lucro bilionário, mesmo que o custo disso seja a morte e
o sofrimento de muita gente – homens, mulheres e crianças.
Deixe-me contar uma historinha que talvez você não saiba.
Nos Estados Unidos, no início do século XX,
dois grupos poderosos, os Carnegie e os Rockfeller, decidiram mudar os
rumos da medicina. Naquele tempo, as universidades ensinavam homeopatia,
medicina natural. Alunos tinham acesso a informações sobre nutrição e a ordem
era basicamente educar os pacientes para que eles se curassem ou não
adoecessem. Estas duas fundações decidiram, então, modificar todo o processo e
monopolizar o ensino de modo a lucrar com ele. O que esses grupos fizeram foi
doar imensas quantias de dinheiro às universidades (o que era interessante
inclusive porque lhes permitia deduzir dos impostos). E quando uma instituição
recebe quantias vultosas de dinheiro, elas ficam meio que “comprometidas”,
porque senão a fonte pode secar. Então estes dois grupos “sugeriram” às
universidades que em troca das doações eles gostariam de ter uma pessoa - um
representante - no Conselho Diretor das instituições de modo que eles tivessem
a certeza de que suas doações estavam sendo bem utilizadas. Com estes
representantes dentro dos Conselhos, ficou fácil interferir nos currículos. E
os professores foram orientados a ensinar os alunos basicamente a receitar
medicamentos.
Voltando rapidamente para o Brasil e os nossos dias, pense
em quantas vezes você entrou em um consultório médico e saiu de lá com
orientações sobre como se alimentar e tratar de quaisquer problemas sem levar
junto uma receita de dois ou três remédios?
Retornando às fundações, elas conseguiram mudar toda a
ênfase das escolas de medicina. Com o tempo, médicos naturalistas e herboristas
foram expulsos do mercado. Médicos eram agraciados com viagens, jantares
caríssimos e todo tipo de presentes. Bom, não é preciso que eu me estenda muito.
Depois de tudo isso, a indústria farmacêutica disparou, tornando-se um
verdadeiro monopólio.
A doença, portanto, é extremamente lucrativa.
Mas há tratamentos sendo desenvolvidos em várias partes do
mundo. No México, tem-se a Clínica Gerson (que para lá foi depois de ferozmente perseguida nos Estados Unidos). Nos Estados Unidos, o Dr. Burzinski
desenvolveu um método de tratamento que tem alcançado uma enorme margem de
sucesso - e ele já foi processado inúmeras vezes (Assista ao filme Burzinski, o filme: a doença é um grande negócio). Sua clínica e seus relatórios médicos
inclusive chegaram a ser destruídos. No Canadá, a enfermeira Caisse usou ervas
segundo as orientações de indígenas e conseguiu curar milhares de pacientes com
câncer, alguns já desenganados - e de graça. Ela foi obrigada a parar de
atender por pressões intensas. Mas sua fórmula, denominada Essiac, ainda hoje é
comercializada (inclusive vendida pela internet). (Assista As curas proibidas do câncer).
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| Soren Kierkgaard |
Enfim, a cura existe, mas nem sempre está associada aos
métodos tradicionais.
Eu sei que a verdade dói e a tendência das pessoas é duvidar
do que foge ao tradicional. Portanto eu fecho este texto com uma frase de Soren
Kierkgaard: “Existem duas maneiras de uma pessoa ser enganada. Uma é acreditando
numa mentira; a outra é se recusando a acreditar na verdade”.
Fontes:
HAZELL, Sarah. Mustard gas – from the Great War to
frontline chemotherapy. Cancer Research UK. 2014. Disponível em:
http://scienceblog.cancerresearchuk.org/2014/08/27/mustard-gas-from-the-great-war-to-frontline-chemotherapy/.
Acesso em: 17 nov. 2015.
BULAS MED. Tamoxifeno. s.d.
Disponível em: http://www.bulas.med.br/bula/6926/tamoxifeno.htm. Acesso em: 17
nov. 2015.
MORGAN, G.; WARD, R.; BARTON, M. The contribution of cytotoxic chemotherapy to 5-year
survival in adult malignancies. Journal of Clinical Oncology, v. 16, n. 8, p. 549-60,
Dez. 2004.
TTAC - The Truth about Cancer: A global quest. 2015.
Disponível em: http://thetruthaboutcancer.com/. Acesso em: 17 nov. 2015.
Este texto tem o objetivo de educar as pessoas. Em nenhum
momento se está sugerindo uma ou outra forma de tratamento. Esta decisão cabe
somente ao doente.





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